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Anjos e Demónios. Charge de Boligán, El Universal, Cidade do México

Padres e Pedofilia: Armadilhas. Desenho Animado de André Carrilho, Portugal

Fofocas mesquinhas da opinião dominante. Charge de Rainer Hachfeld, Neues Deutschland, Alemanha.

CRISE MARCA OS 5 ANOS DO PONTIFICADO DE BENTO XVI

O papa Bento XVI marcou o quinto ano de sua escolha para o cargo nesta segunda-feira sob a sombra dos abusos sexuais cometidos por padres que colocaram a Igreja Católica em sua mais séria crise dos últimos tempos. Bento XVI foi o anfitrião de um almoço no Vaticano com cerca de 60 cardeais, que o saudaram e aplaudiram.

Sentado perto do pontífice no palácio apostólico estavam dois de seus conselheiros mais próximos, o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, e o cardeal Angelo Sodano, reitor do Colégio dos Cardeais e um dos mais ardentes defensores do papa durante o escândalo.

O papa lidera a igreja “com grande generosidade” tendo em vista “as mudanças que o mundo moderno apresenta a cada discípulo de Cristo”, disse Sodano em discurso para o pontífice, segundo a rádio Vaticano. (leia + em A Tarde)

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Arquidiocese de Milwaukee

Charge de Lauzán, The Clinic, Santiago, Chile

O arcebispo da Igreja Católica em 1996 em Milwaukee, nos Estados Unidos, Rembert G. Weakland, advertiu um alto escritório do Vaticano, liderado pelo hoje papa Bento XVI, sobre um padre que pode ter molestado até 200 garotos surdos, segundo documentos obtidos pelo jornal “The New York Times”, informa reportagem de hoje do diário. No entanto, o padre nunca foi retirado do posto.

Os documentos foram fornecidos por dois advogados que apresentaram queixas, alegando que a Arquidiocese de Milwaukee não tomou medidas suficientes contra o reverendo Lawrence Murphy. O padre, que morreu em 1998, trabalhou na Escola St. Johns School para Surdos, que não existe mais, em St. Francis, entre 1950 e 1975.

Em 1996, o então arcebispo Weakland enviou cartas sobre Murphy ao escritório do Vaticano chamado Congregação para a Doutrina da Fé. Esse órgão foi liderado entre 1981 e 2005 pelo cardeal Joseph Ratzinger, o futuro papa. Weakland não recebeu resposta alguma de Ratzinger, segundo o “Times”.

Oito meses depois, o segundo no comando do escritório, cardeal Tarcísio Bertone – hoje secretário de Estado da Santa Sé – afirmou aos bispos de Wisconsin que eles deveriam começar com procedimentos disciplinares secretos, segundo os documentos. Porém, Bertone interrompeu o processo após Murphy escrever a Ratzinger dizendo que estava arrependido e enfrentava dificuldades, de acordo com o “Times”. Os documentos não incluem resposta alguma de Ratzinger.

Weakland também escreveu para outro escritório do Vaticano, em março de 1997, afirmando que um processo judicial tornaria o caso público. Os documentos surgem no momento em que o Vaticano lida com diversos escândalos de abusos cometidos por religiosos, em vários países europeus. Weakland deixou o posto de arcebispo em 2002, após admitir que sua arquidiocese pagou secretamente US$ 450 mil para um homem que o havia acusado de abuso sexual.

Em comunicado, o reverendo Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, afirmou ao “Times” que o Vaticano não soube do caso de Murphy até 1996, anos após autoridades civis investigarem o religioso e não o acusarem. Lombardi disse ainda que o estado de saúde ruim e a falta de mais provas pesaram na decisão de não retirar o cargo dele.

Charge de Lauzán, The Clinic, Santiago, Chile

Carta à Irlanda

Bento XVI divulgou, na semana passada, uma carta sem precedentes à Irlanda, falando sobre os escândalos de abusos ocorridos no país, em geral encobertos por autoridades religiosas. Ele não mencionou, porém, a forma como foi conduzido um caso similar na Alemanha, quando ele era cardeal e tinha autoridade sobre a Arquidiocese de Munique, entre 1977 e 1982.

(Hoje em A Tarde)